Anuário registra perfil do consumo e dos consumidores de energia elétrica

Com dados consolidados de 2018, o Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2019, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME), apontam que o Estado de Goiás registrou crescimento tanto no indicador de consumo de energia elétrica, como de número de unidades consumidoras, crescimento esse acima dos números revelados para o País. O Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Estado de Goiás (CONCEG), destaca alguns recortes importantes do Anuário 2019, que pode ser conferido via site oficial da EPE ou no link informado no final da matéria.

Em 2018, o consumo de energia elétrica no Brasil ficou em 474.820 MWh, com aumento de 1,6%  na comparação com 2017, quando o consumo foi de 467.161 MWh. O número de unidades consumidoras no País, na mesma comparação, registrou aumento de 1,5%, passando de cerca de 82,464 milhões para aproximadamente 83,682 milhões.

Em Goiás, o consumo de energia elétrica em 2017 ficou em 15.639 MWh, passando para 15.053 em 2018, com uma variação de 3,9%. Já o número de unidades consumidoras saiu de 2.902.193, em 2017, para 2.967.666, com variação de 2,3%.

Classes

A estatística também retrata o consumo de energia elétrica de acordo com as classes consumidoras e o quantitativo de consumidores em cada classe. Para a matéria, foram destacadas as principais classes consumidoras, quais sejam: residencial, industrial, comercial, rural e setor público. Mas, o estudo, em sua integralidade, mostra também recortes dos setores de iluminação pública, serviço público e consumo próprio.

No Brasil, no ano de 2018, dentre as classes consumidoras de destaque, a industrial teve o maior registro de consumo: 169.625 MWh, do total de 474.820 MWh. Na sequência, as classes residencial, 137.615 MWh; comercial, 88.631 MWh; rural, 29.168 MWh e poder público, 15.075 MWh.

Em relação ao número de unidades consumidoras, do total de 83.682.000, em 2018, 72.081.000, aproximadamente, eram da classe residencial (86,1% de participação). Em seguida, temos: a classe comercial, com cerca de 5.785.000 unidades consumidoras (6,9% de participação); rural, 4.520.000, aproximadamente (5,4% de participação); poder público, cerca de 572.000 (0,7% de participação) e a classe industrial, com aproximadamente 519.000 unidades consumidoras (0,6% de participação).

No Estado de Goiás, considerando a variável de consumo por classes, os resultados são os seguintes, em valores aproximados: industrial, 5.222 MWh (33,4% de participação); residencial, 4.802 MWh (30,7% de participação); comercial, 2.421 MWh (15,5% de participação); rural, 1.617 MWh (10,3% de participação); poder público, 461 MWh (2,9% de participação).

Quanto ao número de unidades consumidoras, considerando também o ano-base 2018, o anuário traz os seguintes dados relativos a Goiás, por classes: residencial , 2.532.498 unidades consumidoras (85,3% de participação); comercial, 212.202 (7,2% de participação); rural, 191.429 (6,5% de participação); poder público, 18.328 (0,6% de participação) e industrial, 9.344 (0,3% de participação).

Capacidade instalada e energia gerada

A capacidade instalada de geração de eletricidade no Brasil, conforme o Anuário Estatístico da EPE/MME, foi expandida em 3,6% no período entre 2017 e 2018, com a contribuição majoritária da geração hidráulica. Entretanto, o estudo anota que a maior expansão proporcional ocorreu na geração solar, que fechou o ano de 2018 com um aumento na potência instalada de 92% em relação ao ano anterior, ressaltando que em 2017 houve um aumento quase quarenta vezes superior ao ano de 2016.

Quanto a eletricidade gerada no País, no ano de 2018, os dados revelam que foram produzidos 601 TWh, correspondendo a um crescimento de 2% entre 2017 e 2018, com as maiores altas percentuais na geração eólica (+14,4%) e no segmento “Outras”, que inclui gás de coqueria, outras secundárias, outras não renováveis, outras renováveis, solar e biodiesel (+19,8%). A geração hidráulica, que no período entre 2016 e 2017 caiu 2,6%, aumentou em 4,9% entre 2017 e 2018. Por outro lado, as gerações por gás natural, derivados de petróleo e carvão caíram 16,7%, 25,4% e 12,6%, respectivamente, ainda de acordo com o estudo.

Tarifas

As tarifas médias no mercado regulado de eletricidade, conforme destaca o Anuário, variaram consideravelmente entre 2017 e 2018 (+12,6%) se comparadas ao período anterior, entre 2016 e 2017 (+0,67%). O relatório ressalta que houve um aumento acima de 11% em todas as regiões do Brasil. Conforme a tensão de fornecimento, o aumento passou de 12% em todas as tensões, com exceção às faixas de 230 kV ou mais e 69 kV que sofreram uma queda de 14,5% e 14%, respectivamente. Quanto às classes de consumo, todas sofreram aumentos consideráveis, indicou a pesquisa.

Confira, abaixo, a tabela geral de consumo e consumidores em Goiás:

Fonte: Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2019

Acesse o Anuário:

https://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-160/topico-168/Anu%C3%A1rio_2019_WEB_alterado.pdf

Autor: Claudius Brito, da Assessoria do Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Estado de Goiás- CONCEG, com informações do Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2019.