Conceg apoia determinações da ANEEL para segurança no serviço de distribuição de energia

Wilson de Oliveira, presidente do CONCEG
Wilson de Oliveira, presidente do CONCEG

O presidente do Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Estado de Goiás (CONCEG), Wilson de Oliveira, acompanhou a reunião extraordinária da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), ocorrida na terça-feira, 24/03, quando foram definidas uma série de medidas com o objetivo de assegurar a continuidade do serviço de distribuição de energia elétrica em todo o País, bem como proteger os consumidores e funcionários das concessionárias devido ao cenário de pandemia do novo coronavírus.

De acordo com Wilson de Oliveira, o Conselho Nacional de Consumidores de Energia Elétrica (Conacen), encaminhou ao diretor geral da ANEEL, André Pepitone uma série de sugestões que foram encaminhadas pelos conselhos de consumidores dos estados para o enfrentamento da situação, sobretudo, ressaltando a necessidade de proteção ao consumidor, que é a parte mais vulnerável. Entre as sugestões apresentadas, está a que prevê a suspensão do fornecimento de energia elétrica só seria efetivada, sem qualquer prejuízo ao prazo estabelecido para o reaviso de vencimento, após a comprovação de inadimplência de duas faturas seguidas de energia elétrica.

A medida adotada pela ANEEL teve o acatamento da sugestão, inclusive, de maneira mais detalhada. O presidente do CONCEG, Wilson de Oliveira, observou que logo após o anúncio, a representação do setor comercial no colegiado apontou a não citação do segmento na medida e, de imediato, informou que fará gestões junto à ANEEL para que seja feita a devida correção e inclusão.

Confira a seguir as medidas anunciadas pela ANEEL e o infográfico:

Permitir que as distribuidoras suspendam temporariamente o atendimento presencial ao público, como medida para preservar a saúde dos seus colaboradores e da população, em atendimento às restrições impostas por atos do poder público.

Priorização nos atendimentos telefônicos das solicitações de urgência e emergência.

Intensificar o uso de meios automáticos de atendimento para o funcionamento do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).

Suspender os prazos para a solicitação de ressarcimentos por danos em equipamentos. A medida é necessária, uma vez que o processo de ressarcimento envolve a circulação de técnicos até a casa do consumidor para verificar o dano.

Permitir a suspensão da entrega da fatura mensal impressa no endereço dos consumidores. Ao suspender a entrega de fatura impressa, a distribuidora deverá enviar aos consumidores as faturas eletrônicas ou o código de barras, por meio de canais eletrônicos ou disponibilizá-las em seu site ou aplicativo.

Permitir que as distribuidoras realizem leituras do consumo em intervalos diferentes do usual ou mesmo que não realizem a leitura. Quando não houver leitura, o faturamento será feito com base na média aritmética do consumo nos últimos 12 meses. A distribuidora deverá disponibilizar meios para que o consumidor possa informar a autoleitura do medidor, em alternativa ao faturamento pela média.

Vedar a suspensão do fornecimento por inadimplência de unidades consumidoras residenciais urbanas e rurais , incluindo baixa renda, além de serviços e atividades consideradas essenciais, conforme a legislação, tais como assistência médica e hospitalar, unidades hospitalares, institutos médico-legais, centros de hemodiálise e de armazenamento de sangue, centros de produção, armazenamento e distribuição de vacinas e soros antídotos; tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis; unidade operacional de transporte coletivo; captação e tratamento de esgoto e de lixo; unidade operacional de serviço público de telecomunicações; processamento de dados ligados a serviços essenciais; centro de controle público de tráfego aéreo, marítimo e urbano; instalações que atendam a sistema rodoferroviário e metroviário; unidade operacional de segurança pública, tais como, polícia militar, polícia civil e corpo de bombeiros; câmaras de compensação bancária e unidades do Banco Central do Brasil; e instalações de aduana. É importante destacar que isso não impede medidas de cobranças de débitos vencidos, previstas na legislação, inclusive a negativação do inadimplente em cadastros de crédito.

A paralisação de quaisquer serviços ou canais de atendimento por parte da distribuidora deve ser precedida de ampla comunicação à população, devendo tal informação ser mantida em destaque em sua página na internet e adotadas todas providências possíveis para minimizar os impactos.

A distribuidora deverá priorizar os atendimentos de urgência e emergência, o restabelecimento do serviço em caso de interrupção ou de suspensão por inadimplemento,  os pedidos de ligação ou aumento de carga para locais de tratamento da população e os que não necessitem de obras para efetivação.

As concessionárias devem ainda preservar e priorizar o fornecimento de energia aos serviços e atividades considerados essenciais, de que tratam o Decreto nº 10.282, de 2020 e o art. 11 da Resolução Normativa nº 414, de 2010;

Cabe às distribuidoras elaborar plano de contingência específico para o atendimento de unidades médicas e hospitalares e de locais utilizados para o tratamento da população, incluindo a verificação de disponibilidade e testes de funcionamento de unidades de geração ou a possibilidade de remanejamento da carga.

Devem também reduzir os desligamentos programados, mantendo somente aqueles estritamente necessários. (Fonte: ANEEL)

Infografico_Covid-19
Infográfico- ANEEL