Consumo de energia em julho foi o maior para o mês desde 2004

No mês de julho último, o consumo nacional de energia elétrica foi de 39.950 GWh. Segundo informa a resenha mensal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Esse consumo, diga-se de passagem, conforme se apurou, foi o maior registrado para o referido mês em toda a série histórica do levantamento, que é feito desde 2004.

O levantamento registra que o consumo acumulado em 12 meses foi de 495.829 GWh, com elevação de 5,2% comparada ao período anterior.

A resenha demonstra que todas as regiões do Brasil tiveram expansão no consumo de eletricidade no mês de julho/2021, com as seguintes variações: Sul (+7,7%), Nordeste (+6,9%), Norte (+5,4%), Sudeste (+5,1%) e Centro-Oeste (+2,5%).

As classes consumidoras industrial e comercial registraram, em julho/2021, alta de consumo de 9,8%

O maior consumo em julho/2021 foi na classe consumidora industrial (+9,8%). Já a classe residencial (-0,5%) apresentou uma ligeira retração no consumo de energia elétrica no mês de julho em relação ao mesmo mês de 2020.

A “aceleração” do consumo nas classes industrial e comercial considera o que os técnicos denominam de efeito base baixa, no caso, considerando, especificamente, a retomada do consumo com a intensificação das atividades econômicas. O consumo residencial fez o caminho inverso, já que as pessoas estão saindo mais para as atividades laborais e ficando menos tempo em casa.

Alerta!!!!

Porém, vale lembrar que o País enfrenta uma crise hídrica que afeta a produção de energia hidráulica. Em julho e agosto, inclusive, vigoraram a bandeira tarifária vermelha patamar 2, onerando a conta dos consumidores e, agora em setembro, foi anunciada a Bandeira Escassez Hídrica, com adicional de R$ 14,20 para cada 100 KWh consumidos.

Para o presidente do Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Estado de Goiás (CONCEG), Wilson de Oliveira, o cenário exige esforços imediatos para a economia de energia e a adoção da cultura de consumo consciente, independente da questão do acionamento de bandeiras.

Wilson de Oliveira ressalta, ainda, que se faz necessário uma união de esforços dos entes públicos e da sociedade organizada, no enfrentamento da crise atual e, principalmente, na elaboração de políticas para garantir segurança na oferta de energia elétrica. (Com informações da EPE)