Conta-Covid ganha prêmio internacional de financiamento estruturado

A Conta-Covid ganhou o prêmio internacional “Deals of the Year Awards”, oferecido pelo grupo LatinFinance, na categoria financiamento estruturado. A Conta-Covid é um empréstimo de R$ 15,3 bilhões de um conjunto de bancos públicos e privados para preservar as contas das empresas do setor elétrico e reduzir o impacto do coronavírus nas tarifas de energia dos consumidores.

Os contratos foram assinados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e por 16 instituições financeiras para formalizar e viabilizar os empréstimos para as distribuidoras de energia elétrica, conforme regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A LatinFinance destacou que a Conta-Covid permitiu que o setor elétrico estivesse pronto para a recuperação da atividade econômica.

“A Conta-Covid contribuiu para a resolução de um problema financeiro e conjuntural do setor elétrico e promoveu o alívio das tarifas para os consumidores em 2020, dentro de um contexto tão crítico para os orçamentos das famílias e das empresas no ano passado. Além disso, a Conta-Covid também contribuiu para a adimplência em todos os elos da cadeia e, consequentemente, para a ‘saúde’ do setor elétrico”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Conta-Covid

A Conta-Covid foi criada pelo Governo Federal para diluir o reajuste nas tarifas de energia para o consumidor e dar liquidez às distribuidoras, num momento em que a economia enfrentava perdas e recessão.

“A Conta-Covid foi uma exitosa operação de mercado, fruto de um intenso trabalho realizado desde o início da crise pelo Governo Federal em conjunto com as instituições e agentes, preservando a sustentabilidade do setor elétrico e trazendo benefícios para todos os segmentos, principalmente para os consumidores”, afirmou o secretário de Energia Elétrica, do Ministério de Minas e Energia, Rodrigo Limp. A medida diluirá os aumentos das tarifas de energia nos próximos cinco anos por meio de empréstimos de bancos liderados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos serão desembolsados para as distribuidoras em sete parcelas que tiveram início no auge da crise sanitária em julho de 2020. (Com informações do Ministério de Minas e Energia)