MP de capitalização da Eletrobras aguarda sanção presidencial

O Congresso Nacional aprovou, na segunda-feira (21/6), o texto da Medida Provisória nº 1.031/2021, que estabelece as condições para a capitalização da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobras.

A capitalização vai transformar a Eletrobras em uma empresa com capital pulverizado, recuperando sua capacidade financeira para investir em geração e transmissão de energia elétrica.

O projeto de lei aprovado destina recursos para revitalização das bacias de Furnas e do Rio São Francisco, medida relevante para a recuperação da capacidade de armazenamento dos reservatórios, ao mesmo tempo em que define a conclusão das obras de derrocamento do canal a jusante da Usina Hidrelétrica de Nova Avanhandava até 2024.

Além disso, destinará recursos para promover o acesso à energia elétrica na Amazônia Legal, substituindo combustíveis fósseis e, assim, reduzindo despesas para os consumidores de energia elétrica.

Ministro Bento Albuquerque comemorou aprovação do projeto: “Vitória da sociedade”

Os consumidores das distribuidoras também se beneficiarão da modelagem do processo de capitalização ao deixarem de ser os responsáveis pelo risco de as hidrelétricas da Eletrobras não gerarem energia em anos de hidrologia desfavorável, como o período vivido atualmente.

O “risco hidrológico” assumido pelos consumidores custa em média R$ 45 por MWh, sendo que esse valor já chegou a R$ 78,15 por MWh. Adicionalmente, os consumidores experimentarão a redução dos encargos tarifários, já que o processo destina R$ 4,2 bilhões por ano do valor adicionado dos contratos de concessão que serão firmados em decorrência do processo.

Além disso, os valores excedentes da comercialização da energia de Itaipu serão destinados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), a partir de 2023.

“Entendemos que o texto aprovado no Congresso Nacional é uma vitória”, destacou o ministro de Minas Energia, bento Albuquerque, ao comentar a provação da lei que, segundo disse, permitirá a redução dos encargos setoriais pagos nas contas dos consumidores de energia. (Fonte: Ministério de Minas e Energia) Saiba mais sobre o CONCEG- https://concelg.com.br